
Afinal a Saúde vai bem e recomenda-se, afinal parece que nem há listas de espera, nem doentes sem médico, parece que vamos todos ter uma urgência pertinho de casa, que nascer em grandes cidades é o último grito da moda, que pagar taxas moderadoras - ou de utilização, ou de financiamento, ou o que lhe quisermos chamar desde que paguemos - não custa nada, que para o ano vamos ter medicamentos muito mais baratos, que o orçamento vai ser cumprido, que os velhinhos viverão em
resorts de luxo, que é tudo um mar de rosas...
Das Farmácias já nem fala (o que será feito da
legislação aprovada, na generalidade, em Conselho de Ministros há já 15 dias?), desistiu presumo, é muita areia para ele. No entanto aquele risinho maroto quando falou dos custos com medicamentos faz-me pressentir o mais fácil, o que ele melhor sabe fazer, "sacar" mais margem - a balbúrdia continua; compensa-se não pagando.
Frase da noite, a reter, sobre as taxas de utilização: «Vamos começar por aí...»
Pergunta da noite - seria, se tivesse sido feita - porque fazem greves todos os funcionários públicos, excepto os sempre tão reivindicativos Médicos?